Gestão investe no FORTALECIMENTO da CADEIA PRODUTIVA do município

Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente

Quarta-Feira, 09 de Agosto de 2017

Gestão investe no FORTALECIMENTO da CADEIA PRODUTIVA do município
Foi realizado no dia 02/08 (quarta-feira), no auditório da Escola Agnelo Braga a palestra com o Dr. Paulo Suassuna (engenheiro agrônomo, que falou sobre a Tecnologia do Cultivo Intensivo da Palma e seus Fundamentos. Ele é o maior especialista em palma forrageira do Brasil. Segundo Paulo, a tecnologia de plantio e aproveitamento da palma forrageira serve como alimentação de animais, como bovinos e caprinos.

De acordo com Suassuna, a palma é a principal fonte forrageira com base em carboidratos, energia. Cactácea originária do México, a palma se dá muito bem no Brasil, mas, diz o especialista, pela forma tradicional com que ela é cultivada a planta apresenta baixos índices de produtividade. “Ao longo desses anos nós criamos um sistema de produção chamado de tecnologia do cultivo intensivo da palma, em que agregamos técnicas simples em que no mesmo ambiente, com a mesma variedade de palma que há na região, chegamos a multiplicar por dez, até 12 vezes, a produtividade obtida em relação ao sistema tradicional”.

Paulo Suassuna explicou que no sistema intensivo a palma já pode ser aproveitada a partir de oito meses. “No sistema tradicional, pelo menos nos cariris da Paraíba, nas regiões mais secas do Brasil, a palma é colhida com cinco, seis anos. Nessa mesma região, a gente tem colhido já a partir do oitavo mês, vai depender da necessidade do produtor. Normalmente, a gente colhe todos os anos, mas a depender da necessidade podemos cortar a palma antes”.

Na questão do custo do uso da palma em comparação a outras rações para animais, Suassuna explica que a palma, por ser energética, entra na ração, sobretudo de ruminantes (bovinos) substituindo o milho que é muito difícil de produzir nas regiões secas e que no final a comparação da produtividade de um de outro dá vantagem para a palma. ”Basta 15 dias de seca que o milho enrola a folha e não se desenvolve de jeito nenhum, já a palma dá de ano, somado ao fato de que, nesse modelo de produção que a gente criou a produção chega a 400, 500 toneladas de palma por hectare”.

O especialista explica que, considerando a produção da matéria seca, para 500 toneladas de palma darão até 50 toneladas por hectare, enquanto o grão do milho, que produz a energia, quando se consegue tirar uma supersafra, como pessoal de Sergipe tira, é de no máximo de dez toneladas e média de seis. “Então é só comparar seis toneladas com 40 toneladas de matéria seca da palma. E o teor de energia do milho e da palma são muito parecidos, sendo que o milho é um pouco mais, vai a 80, 82, e a palma chega a 75. Mas, a diferença é tão grande de produtividade, de matéria seca, que a palma vence tranquilamente”, afirma Paulo Suassuna.

O evento teve a participação de produtores rurais, secretários de agricultura de municípios vizinhos, presidentes de cooperativas, sindicatos rurais, secretário de Agricultura do município de São Félix, Idalino, prefeito municipal Chepa Ribeiro, vice Marinaldo e entes que transitam na cadeia produtiva da região.

"A MUDANÇA EM NOSSAS MÃOS."

 

ASCOM


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